Nide Lins lança nova edição do Guia de Gastronomia Popular Alagoana

Da gastronomia litorânea à zona da mata, Alagoas é traduzida em pratos pela maestria das letras e do paladar atento da jornalista Nide Lins que lança, no dia 21 de fevereiro, pela Editora da Universidade Estadual de Alagoas (EdUneal), a terceira edição do clássico “Guia de Gastronomia Popular Alagoana”. A solenidade ocorrerá no Arquivo Público de Alagoas, das 15h às 21h.

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Publicação indispensável para quem almeja conhecer os sabores mais genuínos das terras caetés, a obra reúne 100 indicações para se deliciar com a tradicional comida alagoana e ainda conhecer as boas histórias que permeiam as receitas e os personagens que as produzem.

 “É uma guia que trata da gastronomia de tradição, de boteco, de cozinha de rua. A novidade desta terceira edição é que entraram aquelas pessoas que não têm um ponto fixo e fazem apenas entrega de comida, como o cuscuz da Helena, em Pão de Açúcar, e o cachorro-quente da Irmã no Centro de Maceió”, explica Nide.

Como a própria Nide Lins define, “são 100 dicas de bares, botecos, restaurantes e comidas de rua com as tradições e histórias das cidades de Maceió, Marechal Deodoro, Barra de São Miguel, Coqueiro Seco, Arapiraca, Paripueira, Japarantiga, Maragogi, São Miguel dos Milagres, Porto de Pedras, São Miguel dos Campos, Penedo, Água Branca, Delmiro Gouveia, Olho D’Água do Casado, Porto Calvo, Santana de Ipanema, Limoeiro de Anadia, Capela, Pão de Açúcar, Campo Alegre, Matriz do Camaragibe e Junqueiro”.

A gastronomia tem lugar especial na trajetória da jornalista. Na imagem que ilustra a capa desta terceira edição, o peixe carapeba não aparece à toa. É um símbolo de paz e reconciliação entre a autora e o pai.

“Este peixe tem a ver com a minha história. Toda vez que eu pai brigava comigo, ele fazia as pazes, trazendo a carapeba. A gente sempre tinha carapeba frita, minha mãe também a preparava no molho de tomate. A carapeba representa muito as minhas boas lembranças da gastronomia”, revela.

É com a memória afetiva de quem cresceu no sítio (como os alagoanos costumam se referir à zona rural), com comida simples e bem feita, que Nide realiza seu trabalho de desbravadora do sabor e da história da boa comida tradicional do norte ao sul de Alagoas.

“O guia tem esse objetivo de mostrar lugares não muito conhecidos, não visíveis, lugares escondidos, lugares simples que muitas vezes as pessoas têm medo de entrar”, explica Nide Lins.

O livro tem prefácio assinado pelo jornalista Zeca Camargo, que não economizou nos elogios à colega de profissão.

“Uma pessoa não se torna uma referência assim por acaso. Todas  suas indicações, como fui conhecendo ao longo de uma amizade já de alguns anos, são preciosas e precisas. Nide sabe onde está o sabor, qual o caminho para explorar novos aromas, texturas – enfim, ela entende de como a gastronomia alagoana pode evoluir e ampliar o espaço que já conquistou no cenário nacional”, frisou.

Desta vez, a obra será lançada pela EdUneal, uma escolha da autora: “Estava buscando uma nova editora para minha terceira edição, quando numa conversa com Sebastião da Livraria online Quilombada, indicou a EdUneal que tem em seu catálogo bons autores alagoanos, como Cícero Péricles, Carmen Dantas e Sávio de Almeida. Estes três nomes são uma referência da pesquisa, arte e literatura do Estado. É um time bom de jogar em tempos difíceis quando a gente vê cortes e mais cortes federais para Educação. Não me considero uma escritora, mas uma jornalista que retrata a cultura gastronômica alagoana, e fazer parte da EDUNEAL é uma aposta certa, presente e futuro”.

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A 3ª Edição do Guia de Gastronomia Popular Alagoano e o blog Nide Lins foram contemplados pela Lei Aldir Blanc. 

“Escrever e fazer livro no Brasil é caro, porque não é apenas escrever, é pesquisar, dedicação, viajar, ou seja, tudo é custo e existem poucos incentivos. Mas com fé, 2022 será um ano para mudar, onde a cultura e educação sejam valorizados.”

Serviço:

O quê: Lançamento da 3a edição do “Guia de Gastronomia Popular Alagoana” (EdUneal)

Quando: 21 de fevereiro, das 15h às 21h

Onde: Arquivo Público de Alagoas (Rua Sá e Albuquerque, s/n – Jaraguá)

Entrada gratuita

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