Ibama faz recomendações a prefeituras sobre limpeza de praias atingidas por óleo

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) divulgou nota às prefeituras municipais com orientações para limpeza de praias com registro de pelotas de óleo. A ocorrência já atinge 8 estados nordestinos, do Maranhão a Sergipe, em 54 municípios e 113 localidades, de acordo com levantamento feito até domingo (29). Dez tartarugas marinhas e uma ave foram afetadas, nenhuma delas em Alagoas.

Aqui no Estado, nove municípios litorâneos registraram as manchas de óleo: Coruripe, Paripueira, Roteiro, Barra de Santo Antônio, Marechal Deodoro, Barra de São Miguel, Passo de Camaragibe, Maceió e Japaratinga.

Mancha encontrada no litoral de Japaratinga (Foto: arquivo / cortesia)

Ações  

Desde o dia 2 de setembro o Ibama vem estabelecendo uma série de ações, juntamente com o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (DF), Marinha e Petrobras, com o objetivo de investigar as causas e responsabilidades do despejo, no meio ambiente, do petróleo cru que atingiu o litoral nordestino.

Veja lista de localidades atingidas

De acordo com o Ibama, o resultado conclusivo das amostras, solicitadas anteriormente pelo Instituto e pela Capitania dos Portos, e cuja análise foi feita pela Marinha e pela Petrobras, apontou que a substância encontrada nos litorais trata-se de petróleo cru, ou seja, não se origina de nenhum derivado de óleo.

Investigação do Ibama com apoio dos Bombeiros do DF aponta que o petróleo que está poluindo todas as praias seja o mesmo. A origem, entretanto, ainda não foi identificada.

Em análise feita pela Petrobras, a empresa informou que o óleo encontrado não é produzido pelo Brasil. O Ibama informa, ainda, que requisitou apoio da Petrobras para atuar na limpeza de praias.

Recomendações

O analista ambiental do Ibama Roberto Wagner orienta as pessoas que encontrarem óleo nas praias de Alagoas evitar o contato com o material e acionar o Ibama pelo telefone 2122-8300, informando a localidade da ocorrência.

Confira a nota com as orientações repassadas às prefeituras

Como limpar:

As pelotas sólidas podem ser recolhidas com as mãos (com uso de luvas), vassouras/rodos/rastelos e pás. Se não for possível guardar os resíduos em local pavimentado e coberto, mantê-los, pelo menos, acima da linha de maré alta. Evitar recolher areia e outros materiais junto com as pelotas de óleo, para não aumentar o volume de lixo gerado. Em hipótese alguma, o óleo pode ser enterrado ou misturado com outros tipos de resíduos.

Orientações gerais:

A limpeza deve ocorrer assim que o óleo chegar à praia, para evitar que se espalhe para outras regiões.  Os trabalhadores devem usar, pelo menos, luvas e calçados fechados, que impeçam o contato do óleo com a pele. O petróleo pode causar problemas de saúde em caso de inalação, ingestão ou contato com a pele.  

Resíduos:

As pelotas podem ser colocadas temporariamente em baldes forrados com sacos plásticos. Quando o saco estiver cheio, deve ser guardado em local pavimentado e coberto, separado do lixo comum, até sua remoção pela prefeitura ou empresa especializada. Se não houver área pavimentada e coberta para guarda temporária dos resíduos, eles deverão ser colocados, pelo menos, acima da linha de maré alta. Este local deve ser provisório e os resíduos devem estar em sacos resistentes ou duplos, para que não vazem ou rompam.  

Observações:

 Esta é uma orientação básica, que visa auxiliar as prefeituras. Todos os cuidados devem ser tomados para evitar acidentes ou lesões.

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