APA Costa dos Corais vira rota para baleias rumo a Abrolhos

A Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, no Litoral Norte de Alagoas, está se transformando em rota para baleias jubarte a caminho de Abrolhos, no Litoral Sul do Estado da Bahia. É o que acredita o oceanógrafo Leonardo Messias, coordenador do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Nordeste (Cepene).

Segundo ele, nesta época do ano, as baleias rumam ao Parque Nacional Marinho dos Abrolhos para se reproduzir.

“A APA Costa dos Corais está se tornando caminho”, afirmou Messias. “Como a população está se recuperando, elas vão procurando novas áreas”, completou.

O oceanógrafo salienta, entretanto, que com o aumento das populações elevam-se, também, os encalhes de baleias, sobretudo de filhotes, em alguns casos com óbito do animal marinho.

Na segunda-feira (24), turistas e o marinheiro de um catamarã conseguiram registrar em vídeo o balé de uma jubarte no mar de Maragogi, entre o distrito de São Bento e a praia do Camacho.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) também recebeu vídeos de baleias na APA Costa dos Corais e postou as imagens em seu perfil do Instagram.

Segundo o mergulhador Paulo Florido, a embarcação voltava do passeio às piscinas naturais, quando a tripulação e os turistas avistaram uma jubarte na água e filmaram o espetáculo da natureza.

O analista ambiental do ICMBio, Iran Normande, afirmou que a presença de baleias na APA Costa dos Corais durante o período reprodutivo é comum, mas observa que o exemplar do vídeo acima chegou bem perto da costa; para ele, um fato raro dentro da Unidade de Conservação Marinha (UCM).

Apesar de as baleias não atacarem, o oceanógrafo Leonardo Messias recomenda que as embarcações mantenham-se à distância, durante a observação, para evitar acidentes como o abalroamento (colisão).

“As baleias são grandes e os filhotes já nascem com mais de quatro metros. O perigo é uma aproximação sem cuidados para a observação, o que pode causar acidentes com a embarcação. A recomendação é não se aproximar muito. Elas saltam alto e batem com a calda na superfície”, alertou o oceanógrafo.

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