Projeto atua na restauração da vegetação costeira da APA Costa dos Corais

projeto vegetaçao
Técnicas para produção de mudas foram desenvolvidas por alunos de graduação e pós-graduação da Ufal (Foto: divulgação)

Coordenado pela bióloga Flávia de Barros Prado Moura, o projeto “Restauração da Vegetação Costeira na APA Costa dos Corais” foi implantado na maior Unidade de Conservação Marinha (UCM) do Brasil. A área-piloto fica em Barreiras do Boqueirão, município de Japaratinga, região que sofre com a erosão provocada pelo avanço do mar.

Na primeira fase, que teve início em 2017, foi feito um levantamento da composição florística da APA. Na sequência, técnicas para produção de mudas foram desenvolvidas por alunos de graduação e pós-graduação da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

A APA Costa dos Corais possui cerca de 120 km de praias e manguezais, situados, predominantemente, no estado de Alagoas e abrange também a parte sul de Pernambuco. A UCM está localizada, em grande parte, na plataforma continental do litoral nordestino, onde se encontram as maiores extensões de recifes de coral costeiros do país.

Segundo a bióloga, a manutenção da vegetação costeira é fundamental para garantir a integridade desses ecossistemas marinhos e a conservação dos recifes coralígenos e de arenito, com sua fauna e flora.

A partir deste ano, o projeto entra na fase de extensão universitária e receberá demandas públicas e privadas. Os custos da restauração de áreas privadas serão de responsabilidade dos próprios proprietários. Para a recuperação de áreas públicas, o projeto está buscando parcerias com diferentes esferas governamentais, bem como contando com o apoio da iniciativa privada.

O projeto de extensão foi elaborado após dois anos de pesquisa sobre a composição da flora e as técnicas para produção de mudas de espécies da zona costeira. Ele faz parte das ações do laboratório de ecologia tropical da Ufal.

A proposta visa identificar áreas prioritárias para serem restauradas. A ideia surgiu da necessidade de proteger os ecossistemas marinhos, após a identificação de áreas de intensa erosão. Segundo a bióloga, esse processo deve ser contido ou minimizado.

“Restaurar a vegetação é um passo essencial neste sentido”, apontou Flávia de Barros.

“A erosão é um problema muito grande. Há registro de um povoado inteiro que foi destruído pelo avanço do mar. Casas e até um cemitério em Barreiras do Boqueirão foram afetados. Os sedimentos costeiros comprometem a qualidade da água e, consequentemente, afetam os corais. Outra necessidade que nós temos é a conservação das matas ciliares, porque há muitos rios e riachos na região e essas matas ciliares melhoram a qualidade da água que chega ao oceano”, completou.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s